domingo, fevereiro 25, 2007

Probabilidades

Já toda a gente percebeu que a probabilidade de os canais generalistas portugueses emitirem filmes sobre temas parvos e histórias para crianças e atrasados mentais aumenta exponencialmente se estivermos num domingo. Certo?

Será que o objectivo é aumentar o número de pessoas que está num shopping num mesmo momento? O Tio Belmiro agradece.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

I (also) Want to be Forever Young!

Lets dance in style, lets dance for a while
Heaven can wait were only watching the skies
Hoping for the best but expecting the worst
Are you going to drop the bomb or not?

Let us die young or let us live forever
We don't have the power but we never say never

Sitting in a sandpit, life is a short trip
The musics for the sad men

Can you imagine when this race is won
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders were getting in tune
The musics played by the madmen

Forever young, I want to be forever young
Do you really want to live forever, forever and ever


Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later they all will be gone
Why don't they stay young

Its so hard to get old without a cause
I don't want to perish like a fading horse
Youth is like diamonds in the sun
And diamonds are forever


So many adventures couldn't happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams are swinging out of the blue
We let them come true

Forever Young - Alphaville



Grande música!=)

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Abstenção - Um pau na cabeça de cada um!

No Referendo de ontem registou-se uma abstenção de 56,4%. Não sendo tão alta como em 1998 não deixa de ser enorme e demonstra que o povo Português é verdadeiramente incoerente.

Passa tanto tempo a reclamar de tudo e de todos, disto e daquilo, do que lhe dói e do que lhe magoa e quando alguém se lembra de lhes perguntar o que é que pensam, sobre uma questão importantíssima para a nossa sociedade, ficam em casa a ver a chuva cair... é triste e não só é triste como é uma vergonha!

Claro que há pessoas que não puderam votar por razões de força maior, mas duvido que 56,4% dos portugueses recenseados tivessem uma desculpa tão forte assim para não ir às urnas.

Espero é que quem não foi votar das duas uma, ou muda de atitude e no futuro melhora o seu comportamento cívico ou cala-se bem caladinho e abstém-se de comentar seja o que for, pois perdeu toda a sua legitimidade...

Se não concordava nem com o "Não", nem com o "Sim", ia lá e votava em branco. Será que é tão difícil assim de entender?

Sim, Senhor.

domingo, fevereiro 11, 2007

Hoje é dia de Votar!

E eu já votei! Claro que, para variar, quando estou perante o boletim de voto e tenho uma caneta na mão fico sempre na dúvida se estarei a fazer a cruzinha no sítio "certo", será que é neste quadradinho?! Tive que reler a pergunta para garantir que ninguém tinha trocado o sentido da frase! Nunca se sabe...

Bem e agora tu que ainda não foste votar, levanta o rabo do sofá e vai lá tratar disso, vais ver que não demora muito tempo! E sempre podes visitar a tua antiga escola primária, pelo menos é o que me acontece sempre que vou votar!:P

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Golo Olímpico!

Roger, antigo jogador do Benfica, marcou no início deste ano um Golo Olímpico ao serviço do Corinthians. Um Golo Olímpico é um golo marcado directamente de um canto. É pena que o Benfica não tenha aproveitado melhor os seus serviços.


domingo, fevereiro 04, 2007

Para acabar com as dúvidas

O meu nome de família é Belchior o Rei Mago chamava-se Melchior!

E está aqui uma prova disso:

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era negro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”. Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

in Wikipedia



Ok?...

Vale a pena ler

Por opção da mulher
Frei Bento Domingues, O.P.

O "sim" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, dentro das dez semanas, é contra o sofrimento das mulheres redobrado com a sua criminalização. Não pode ser confundido com a apologia da cultura da morte, da cultura do aborto

1.Estava já nas últimas páginas da tese e doutoramento de Vítor Coutinho, defendida na Universidade de Münster (Alemanha) - que investiga o paradigma da fecunda interacção entre Bioética e Teologia, terminando com o elogio da interrogação (1) -, quando fui surpreendido com as respostas ao inquérito do DN (30/01/2007): "Concorda ou não que, na defesa dos seus princípios, a Igreja Católica se envolva directamente na campanha do referendo?" Cinquenta e oito por cento rejeita o envolvimento da Igreja e trinta e quatro por cento apoia a sua intervenção.
Donde virá tanta alergia à intervenção da Igreja Católica, identificada abusivamente com a hierarquia?
Circula, há muito, a opinião de que a Igreja tem uma resposta dogmática, irreformável, para todos os problemas sem se preocupar com as perguntas e com os dramas das pessoas, sobretudo no campo da ética sexual. Ainda agora, na carta aos párocos e paroquianos da diocese de Lisboa sobre o referendo, o cardeal-patriarca expressa, logo no primeiro ponto, uma norma que, segundo alguns, não deixa espaço para o esclarecimento e para a liberdade de consciência: "A doutrina da Igreja sobre a vida, inviolável desde o seu primeiro momento, obriga em consciência todos os católicos. Estes, para serem fiéis a Igreja, não devem tomar posições públicas contrárias ao seu Magistério. O esclarecimento que os católicos são chamados a fazer sobre esta questão tem de ter em conta também os critérios de fidelidade à Igreja."
Os problemas de consciência nem sempre foram resolvidos desta maneira. Nem é preciso recuar até S. Tomás de Aquino. Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, quando era professor de Tubinga, escreveu um texto, pouco antes da Humanae Vitae (1968), que Hans Küng, seu colega e amigo, transcreve, agora, nas suas Memórias. Só posso deixar, aqui, um fragmento: "Acima do papa, como expressão da autoridade eclesial, existe ainda a consciência de cada um, à qual é preciso obedecer antes de tudo e, no limite, mesmo contra as pretensões das autoridades da Igreja."
Dir-se-á que o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e actual Papa já teve práticas pouco conformes a esta sua luminosa afirmação. Mas não podemos ignorar que, de modos diferentes, toda a Igreja é docente e discente. Esta interacção é, muitas vezes, esquecida para se pensar, apenas, na palavra da hierarquia e na dos leigos que a reproduzem.

2.A corrente laicista, que deseja a Igreja fechada na sacristia, não creio que seja maioritária na sociedade portuguesa, apesar do nosso passado anticlerical. Mas a grande alergia à presença activa da Igreja talvez resulte da ideia de que ela quer fazer da sociedade e do espaço público uma sacristia. As declarações e posições pouco católicas de certos movimentos, personalidades e de alguns padres dão a impressão de quererem entregar à repressão do Estado, do Código Penal, dos tribunais, da polícia, da cadeia, as suas convicções morais - isto é, parece que não confiam na consciência das mulheres, na sua capacidade de discernimento, para percorrerem todos os caminhos necessários até chegarem a uma decisão bem informada, responsável, prudencial, no sentido que a virtude da prudência, virtude da decisão bem informada, tem em Aristóteles e Tomás de Aquino.
Ora, como escreveu o prof. Vital Moreira, "quando se fala em "despenalização" de certa conduta, tanto no discurso leigo como na linguagem jurídico-penal, o que se pretende é retirá-la do âmbito do direito penal e do Código Penal, ou seja, da esfera dos crimes e das respectivas penas. (...) Só a legalização proporcionará condições para fazer acompanhar a decisão de abortar de um mecanismo obrigatório de reflexão da mulher que o pretenda fazer" (2). E nunca se deve confundir o que é legal com o que é moral.
Como dizia Tomás de Aquino, só somos verdadeiramente livres quando evitamos o mal, porque é mal, e fazemos o bem, porque é bem, não porque está proibido ou mandado. Todo o trabalho que a Igreja tem a fazer é, precisamente, o de ajudar as pessoas a caminharem para esse ponto de lucidez. Esclarecer as consciências não é formatá-las, não é impor-lhes uma outra consciência, não é aliená-las. Quando, nas condições e no prazo referidos, se chama "assassinas" às mulheres que recorrem ao aborto - que a Igreja e qualquer pessoa de bom senso desejam que nunca venha a acontecer -, pode estar-se a insultar, exactamente, as que sofrem os dramas que acompanham essas decisões dolorosas. A resposta ao referendo não deve extravasar o âmbito da pergunta aprovada.
3. Em última análise, a grande suspeita em relação à pergunta do referendo está neste fragmento da frase: "por opção da mulher." E porquê? Porque se julga que as mulheres não são de confiança. No entanto, foi a elas que a natureza confiou a concepção e o desenvolvimento da vida humana, durante nove meses.
Para os cristãos, esta desconfiança em relação às mulheres deveria ser insuportável. Não se lê, no Novo Testamento, que a Incarnação redentora ficou para sempre dependente da decisão de uma mulher, Maria de Nazaré (Lc l, 26-38)? Não foram as mulheres - e, segundo a cultura do tempo, não podiam testemunhar em tribunal - que são apresentadas, nos seus textos fundadores, como as grandes testemunhas do processo de Jesus? Não foram elas que testemunharam que Ele estava vivo, quando os Apóstolos já tinham concluído que estava tudo acabado? Não foi Maria Madalena a escolhida, por Jesus ressuscitado, para evangelizar os Apóstolos, para os convocar para a missão (3)?
E certo que os homens, logo que puderam, as subalternizaram. E, até hoje, por serem mulheres, estão, à partida, excluídas de serem chamadas para os ministérios na Igreja.
No debate sobre o referendo, receio que a Igreja - ao não dar sinais claros de respeito pelo pluralismo no seu interior - perca, uma vez mais, a ocasião de se manifestar verdadeiramente católica.

in Público de 04/02/2007 - Opinião Pública

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Eu Amo a Vida e Voto Sim!

Por isso não me venham com demagogias. Isto não é um referendo para aferir quem gosta do Aborto e quem não gosta do Aborto. É um referendo para perceber se queremos continuar a penalizar as mulheres por recorrerem ao Aborto ou se pretendemos evoluir e tratar os problemas como deve ser.

A meu ver o Aborto é o último recurso, a última alternativa para mulheres que se deparam com uma gravidez que se poderá, se já não for, tornar num problema tanto para ela como também, futuramente, para o bebé.

Duvido muito que o Aborto seja como tomar a "pílula do Dia Seguinte", (que já de si não é propriamente fácil, em termos hormonais... I mean), não é concerteza algo que se faça de ânimo leve e sem qualquer tipo de sequelas para quem o faz. Acho que só por si isso deve bastar para demover as mulheres da nossa sociedade de transformarem o Aborto num método contraceptivo. Mas se isso não for suficiente e o aconselhamento não demover as mulheres de o fazerem, ao menos que lhes sejam dadas condições para o fazerem com um mínimo de dignidade.

Incomoda-me que se faça uma separação entre o Pessoal Demoníaco e Pró-Assassinatos do Sim, e o Pessoal Bonzinho e Que Ama o Próximo.

Incomoda-me que se distribuam flyers com comparações estatísticas em que se mostra um claro aumento do número de abortos, em diferentes Países, aquando da Liberalização do Aborto nesses Países. Parece escapar-lhes que se não era legal é normal que os dados existentes fossem em tão pouco número.

Incomoda-me que falem no Aborto como método Contraceptivo quando toda a gente sabe que Contraceptivo quer dizer:

do Ing. contraceptive

adj.,
que impede a concepção;
s. m.,
o método utilizado para esse efeito (pílula, diafragma, dispositivo intra-uterino, preservativo, etc. ).

in Dicionário da Língua Portuguesa On-Line




Não gosto de ser extremista mas por vezes sinto-me um pouco extremista neste assunto, não que tenha nada contra as pessoas que são a favor do Não (para além de, obviamente, discordar), mas incomodam-me alguns dos argumentos divulgados na Comunicação Social, alguns "pseudo"-argumentos, aliás...

Mas não posso fazer mais do que desabafar... e não faltar ao Referendo.

Por isso dia 11 de Fevereiro vou votar Sim no referendo, à pergunta:

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

Alguns Links (Escolhidos a Dedo Por mim e Portanto bastante Parciais) Que Vale a Pena Visitar e Ler, sobre o Assunto: